Usuários avaliam atendimento no Hospital de Pequeno Porte de Marianópolis em levantamento do TCE-TO
Pesquisa ouviu pacientes durante inspeção realizada nos dias 14 e 15 de abril de 2026; atendimento foi bem avaliado, mas usuários apontaram necessidade de mais exames, médicos e melhorias no transporte de pacientes
O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO), por meio de equipe de verificação, realizou levantamento para avaliar a percepção da população sobre os serviços prestados pelo Hospital de Pequeno Porte de Marianópolis do Tocantins. A pesquisa foi aplicada entre os dias 14 e 15 de abril de 2026, durante os trabalhos de fiscalização na unidade de saúde.
O questionário, estruturado com 19 perguntas, foi respondido por sete usuários que estavam presentes no hospital no período da visita. Segundo o relatório, 100% dos entrevistados eram pacientes da própria unidade.
A iniciativa teve como base os princípios da Lei nº 13.460/2017, conhecida como Lei de Proteção e Defesa do Usuário do Serviço Público, que estabelece normas voltadas à participação, proteção e defesa dos cidadãos que utilizam serviços públicos.
Tempo de atendimento
De acordo com os dados levantados, todos os usuários entrevistados afirmaram que não houve demora na classificação de risco nem no acesso ao atendimento médico. No entanto, o relatório observou que, embora a unidade possua protocolo de classificação de risco, os pacientes não utilizavam pulseiras identificadoras, o que fez com que 100% dos entrevistados declarassem não saber como haviam sido classificados.
Outro ponto registrado pela equipe é que nenhum dos usuários entrevistados precisou realizar exames durante a permanência na unidade. O relatório ressalta, porém, que o hospital não possui laboratório instalado, o que limita os recursos disponíveis para apoio ao diagnóstico médico.
Qualidade do atendimento
A avaliação dos usuários quanto ao atendimento prestado pelos profissionais de saúde foi positiva. Conforme o levantamento, 100% dos entrevistados afirmaram ter recebido atendimento educado, atencioso e com respeito à privacidade e à confidencialidade.

Além disso, todos os pacientes ouvidos declararam ter recebido a medicação necessária durante a permanência no hospital, antes da saída da unidade.
Infraestrutura e recursos disponíveis
Em relação à estrutura física, 100% dos entrevistados afirmaram que a unidade estava limpa e organizada. Contudo, entre os usuários que utilizaram os banheiros, todos relataram que esses espaços não estavam limpos e organizados.
Sobre o acesso a medicamentos prescritos, 100% dos pacientes que precisaram de medicação informaram não ter encontrado dificuldades para obtê-la.
A possível falta de médicos foi mencionada por 14,29% dos usuários, tanto em perguntas abertas quanto em questionamento direto. O relatório também apontou que 100% dos entrevistados disseram que não registrariam reclamação em caso de ausência de profissionais, seja por não desejarem reclamar, seja por não saberem como ou a quem recorrer.
Ainda segundo o levantamento, nenhum dos entrevistados afirmou que procuraria a Ouvidoria do TCE-TO para apresentar reclamação ou denúncia em situação hipotética de ausência de profissionais de saúde. Diante disso, a equipe destacou a importância da divulgação dos canais de Ouvidoria nas unidades públicas de saúde.
Satisfação geral
Quanto ao nível de satisfação geral com os serviços prestados pelo hospital municipal de Marianópolis, nenhum dos entrevistados atribuiu avaliação mínima à unidade, como “muito ruim”, “ruim” ou “razoável”.
Apesar da avaliação positiva em diversos aspectos, os usuários apontaram pontos que poderiam ser melhorados. Entre as sugestões coletadas, 28,57% solicitaram maior oferta de exames, 14,29% defenderam a presença de mais médicos e 14,29% citaram melhorias no transporte de pacientes.
O levantamento integra os autos nº 1876/2026 do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins.






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