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Ministério Público do Tocantins instaura Procedimento para investigar queda alarmante na vacinação contra Sarampo no Tocantins. Marianópolis está entre os municípios citados.


Ministério Público do Tocantins instaura Procedimento para investigar queda alarmante na vacinação contra Sarampo no Tocantins. Marianópolis está entre os municípios citados.

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Paraíso do Tocantins, instaurou um Procedimento Administrativo para fiscalizar as ações de vacinação e vigilância epidemiológica contra o sarampo em cinco municípios da região. A decisão, assinada pela promotora Dra. Patrícia Silva Delfino Bontempo, fundamenta-se na queda drástica dos índices de cobertura vacinal, que estão longe da meta de 95% necessária para a imunidade de rebanho.

O Alerta Vermelho nos Números

Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde revelaram um cenário preocupante no estado. Enquanto em 2024 a primeira dose da vacina tríplice viral atingiu 93,7%, os números parciais de 2025 mostram um recuo para 86,49%.

A situação da segunda dose é ainda mais crítica:

  • 2024: 80,06% de cobertura.
  • 2025 (parcial): 55,64% de cobertura.

Os municípios sob a lupa do MPTO são Paraíso do Tocantins, Monte Santo do Tocantins, Marianópolis do Tocantins, Pugmil e Abreulândia. Todos apresentam índices da segunda dose da tríplice viral abaixo do estipulado pelo Ministério da Saúde.

Riscos e Obrigatoriedade

O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, capaz de infectar até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes, podendo levar a complicações graves e ao óbito. O MPTO ressalta que o Brasil perdeu a certificação de "país livre" do sarampo em 2019 devido à queda na imunização.

A Portaria reforça que a vacinação é obrigatória para crianças e adolescentes, conforme o ECA. Além disso, a Lei Estadual nº 3.521/2019 exige a apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula escolar para alunos de até 18 anos em todo o Tocantins.

Próximos Passos

Os Secretários Municipais de Saúde de Monte SantoMarianópolis, Pugmil e Abreulândia têm um prazo de 15 dias úteis para apresentar relatórios detalhados. O MPTO exige informações sobre:

  • Índices atuais de cobertura da Tríplice Viral;
  • Estratégias de busca ativa de não vacinados;
  • Parcerias com a rede escolar;
  • Fluxos de atendimento para casos suspeitos.

O procedimento também visa acompanhar a campanha federal "Vacinação nas Escolas – Ciência e Defesa da Vida", que busca atualizar a situação vacinal dos estudantes.

Esta matéria foi produzida com base na Portaria de Instauração n. 0954/2026, publicada no Diário Oficial do MPTO em 3 de março de 2026.

Resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Marianópolis

Nossa equipe entrou em contato com o secretário Daniel Alves Pinto e o mesmo apresentou suas considerações sobre a posição do município em relação ao tema em questão:  Nos foi encaminhado o Ofício nº 047/2026 oriundo da Secretaria Municipal de Saúde de Marianópolis do Tocantins, como forma de resposta e que trata da cobertura vacinal da Tríplice Viral (2ª dose) com o seguinte posicionamento:

Panorama da Vacinação

  • Baixa Adesão: Foi observada uma procura reduzida pela 2ª dose da vacina contra o sarampo no período analisado.
  • Desabastecimento: O imunizante esteve indisponível em todo o estado do Tocantins por aproximadamente 4 meses.
  • Normalização: O abastecimento foi restabelecido no mês de março de 2026.
  • Estoque Atual: O documento registra um total de 20 doses em estoque.

Ações Realizadas

A equipe de saúde adotou medidas para reverter o cenário e ampliar a proteção da população, tais como:

  • Realização de campanha no Dia D de vacinação (ocorrido em 09/08/2025 na UBS Equipe Mista).
  • Intensificação de orientações e conscientização sobre a importância da imunização para crianças e adultos.
  • Substituição na Rotina Infantil: Para o público infantil, a 2ª dose da Tríplice Viral é substituída pela Tetra Viral.

Dados de Aplicação (Relatório Parcial)

Conforme os dados apresentados, as aplicações da 2ª dose concentraram-se nos seguintes perfis:

  • Feminino (15 a 19 anos): 3 doses.
  • Feminino (20 a 24 anos): 1 dose.
  • Masculino (20 a 24 anos): 1 dose.

 





























 




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